Eventualidades do tempo - Devaneios de uma alma sombria #3

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Eu particularmente escrevo muito sobre o tempo e suas particularidades, seus efeitos e o poder que exercem sobre nós seres humanos.  As vezes ele é como um sorrateiro ladrão e outras nos ajuda com algo que parecia perdido. O tempo é mesmo um soberano desentendido. Onipotente. Onipresente. Um absoluto no epílogo de nossos problemas. Da nossa vida. Sua voz soa mais alto no final.
Enquanto o pesado pêndulo é balançado de um lado para outro carregando nossa bagagem continuamos vivendo.Nossas vidas são 'propositalmente' levadas ao vento com o tempo.
E também acho que com o tempo passamos a ver a morte - outra coisa que me inspira - de maneira diferente, acho até que conseguimos entender propósitos que fazem com que o relógio haja de maneira correta - mesmo que não seja da forma que queremos - e continue passando pelos ponteiros.
Eu não confundo tempo com acaso, esse ai devemos ter cuidado. O acaso anda numa linha tênue entre o tempo e espaço da qual não conseguimos separar nem juntar com nada, simplesmente acontece sem que possamos controlar. 
Más o tempo, ele faz máscaras caírem - até mesmo aquelas que pareciam grudadas na carne do rosto -, ele nos evolui a cada segundo. O minuto seguinte, as horas, são um pedaço de uma 'nova' pessoa. Nós mudamos. Envelhecemos por fora, a casca, mas por dentro só marinamos a alma (aos que tem fé, eu sou meio cético pra esse tipo de coisa), o cerne, o espírito, etc.
O relógio de nossas vidas, chamado tempo, é como um deus, soberano. Não é 'rei' como dizia Chorão, ele é ainda maior. Acredito que a vida, o tempo e o destino são a trindade do mundo:
A Vida é a vida, simples assim, nos fod*. Não acho que existe outra definição pra ela. O Tempo existe para amenizar sofrimentos - muitas vezes causado pela vida, a famosa 'Lei de Murphy' -, cicatriza feridas e o Destino... ah, ele simplesmente acontece. Apesar de eu crer que ele nada mais é do que consequências de nossos atos, mesmo que involuntariamente. 
A ampulheta que rege nossas míseras vidas, a meu ver, também se materializa - figuradamente - em uma rosa. Seus espinhos afiados abrem feridas antigas e, as vezes, não deixa que feridas novas se fechem. É, ele é mesmo um Deus.
Por fim, devo lembrar, gosto particularmente de sua companheira: as lembranças, de um modo a me fazer viajar entre meu escasso passado (as boas, é claro). As ruins eu as guardo na mala para usá-las como degraus para evoluir.

Bom, espero que gostem, tenham um bom resto de noite e um ótimo fim de semana. E é claro, reflitam...